Detecção de Fotos e Vídeos gerados por Inteligência Artificial
Formação complementar de Marco Barbosa no campo da análise de conteúdo visual sintético e manipulado.
Formação complementar · concluída em agosto de 2026
Além da aparência
Examinar uma imagem ou um vídeo começa por perguntas sobre origem, contexto e arquivo disponível. A aparência pode orientar a análise, mas não basta para afirmar como o conteúdo foi produzido.
Carga horária
20 horas
Conclusão
Agosto de 2026
01 · Conceitos
Conteúdo sintético e conteúdo alterado
Conteúdo sintético é produzido por sistemas computacionais. Conteúdo alterado parte de um registro preexistente que sofreu alguma mudança. A distinção ajuda a formular perguntas; ela não classifica, por si, um arquivo específico.
Ilustração conceitual original. Não representa arquivo, ocorrência ou prova de caso real.
Uma aparência estranha, isoladamente, não comprova geração por IA, manipulação ou autoria.
02 · Método
Perguntas antes de conclusões
O exame busca compreender a origem e as possíveis transformações do conteúdo. Importam o contexto da circulação, o arquivo realmente disponível e a comparação com outras fontes. O que não pode ser verificado também deve aparecer na conclusão.
Fluxo editorial ilustrativo. Cada etapa depende do material acessível e não descreve uma perícia realizada.
O NIST descreve frentes técnicas para transparência de conteúdo digital, como rastrear procedência, identificar conteúdo sintético, usar marcações e testar ferramentas. Fonte: NIST AI 100-4 — resumo da publicação ↗
Situações hipotéticas
Como as perguntas mudam a leitura
Os exemplos abaixo são didáticos e fictícios. Não são casos atendidos, trabalhos de Marco, disciplinas comprovadas ou demonstrações periciais aprovadas.
Exemplo didático fictício 1
Imagem com legenda sobre um evento
Uma publicação hipotética atribui a um evento a imagem de uma multidão. Antes de avaliar a alegação, perguntaríamos onde a imagem apareceu primeiro, quem publicou a legenda, qual é a data e se existe o arquivo em melhor qualidade.
Outras imagens ou registros do mesmo evento poderiam oferecer comparação. Compressão, recorte ou iluminação incomum podem alterar a aparência; nenhum desses sinais, sozinho, prova geração por IA ou autoria.
Exemplo didático fictício 2
Vídeo curto sem a sequência completa
Um trecho hipotético circula sem a gravação original. A análise perguntaria de onde veio, se há a sequência integral, quais arquivos estão disponíveis e se outras fontes confirmam o contexto.
Sem esses elementos, pode ser impossível avaliar edições ou a relação entre imagem e áudio. A conclusão deve registrar o que foi observado e o que continua incerto.
Limites das observações e técnicas
Um indício visual ou resultado de ferramenta não deve ser tratado isoladamente como comprovação de geração por IA, manipulação ou autoria. As conclusões dependem do material disponível, dos métodos e da verificação de hipóteses alternativas.
A formação integra o repertório técnico complementar de Marco em investigação, perícia digital e computação forense. Não representa promessa de detecção infalível, identificação automática de autoria ou resultado judicial.